O que aprendi no intercâmbio – Parte 4

  • 4 de maio de 2018
  • Artigos
Resiliência

Após ter conhecimento das competências: Foco e propósito, Planejamento, Organização e Disciplina, Relacionamento Interpessoal, citados nos artigos anteriores,  é o momento de falar sobre  adaptação e  valorização que serão caracterizadas aqui  como  a importância de se ter sempre “ Resiliência e  Autoestima”. Acompanhe a última parte do artigo. Se você ainda não leu as outra partes, acesse: Introdução, Parte 1, Parte 2, Parte 3

 

Ter “Resiliência” é a nossa capacidade de voltarmos ao estado natural do nosso ser,  após alguma situação crítica e fora do comum, que nos aconteceu.

No intercâmbio, significa a capacidade de lidar com os problemas, vencer obstáculos, lidar com pressões e as diversas situações vivenciadas durante o período, continuando a caminhada apesar do ocorrido. É engano pensar que iremos viver e ter no intercâmbio, as mesmas rotinas e recursos que tínhamos em nosso país.

O próprio tratamento das pessoas de outro país para com os brasileiros, nem sempre é positivo. As adversidades aparecem com frequência, mesmo que tudo tenha sido planejado.

Por isto ter resiliência, irá nos proporcionar condições para adaptações rápidas e não perder nenhuma oportunidade, mesmo que seja diferente do esperado ou planejado.

Não podemos perder tempo remoendo o que nos incomoda, pois o tempo passa rápido. Sofrer sim temos o direito, mas devemos avaliar outras possibilidades e continuar a caminhada, ainda que estejamos em constantes adaptações, estresse e sofrimento, se algo não ocorreu como gostaríamos.

Tive uma  amiga que  tinha uma expressão diante das adversidades e sempre nos dizia:

Siga o fluxo”. Tente fazer o seu melhor, mas se ainda assim não conseguiu o que queria, siga em frente e tente outra vez ou em outro lugar, com outras pessoas, mas “Siga o fluxo”.

 

autoestima

Autoestima

Nos valorizar como brasileiros, seres humanos, estudantes, trabalhadores, enfim, saber que somos merecedores de tudo,  representam atitudes importantes em todas as etapas do processo de intercâmbio.

Percebi na convivência com amigos brasileiros, o quanto temos baixa autoestima, quando deparamos com pessoas de outros países. O preconceito é muito grande dos brasileiros para com tudo que é do Brasil.

As pessoas costumam ficar com vergonha quando deparam com um estrangeiro, considerando-os na maioria das vezes, seres superiores.

Não podemos nunca esquecer que todos os países têm suas maravilhas, mas têm também os seus problemas. E o Brasil é maravilhoso, independente se gostamos ou não de como ele está no momento.

Se quisermos valor, devemos começar por nos dá valor. E este valor não necessariamente precisa ser falado.  Ele deve ser demonstrado, através de atitudes positivas que devemos ter para com todos, dando bons exemplos e também não permitindo que ninguém nos faça mal.

Devemos sentir que o fato de estarmos em um país da Europa ou Estados Unidos, não nos coloca em posição inferior. Pelo contrário, a maioria pagou e pagou muito para estar ali. Somos lutadores, criativos, trabalhadores e dedicados em praticamente tudo que fazemos.

Portanto, ir com boa autoestima e sentir assim durante todo o processo, irá nos ajudar a conquistar nossos objetivos, estabelecer melhores relações e com mais felicidade.

Afinal, somos merecedores de valor, não importa a situação em que estejamos no momento, não importa a idade, sexo, condição financeira.

Temos que acreditar que temos valor e produzimos valor em cada lugar que passamos. E esta autoestima não será para nos sentir superiores e prejudicar outros, mas sim, para nos sentir “Seres capazes, seres que tem cada um o seu valor”.

 

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Sucesso a todos!